Luiz Dias autor do website GERENTE DE E-COMMERCE | www.GerenteDeEcommerce.com.br concedeu uma entrevista cujo tema foi O PROFISSIONAL DE E-COMMERCE para alunos do curso de Marketing e Comunicação Profissional na UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS – Mogi Das Cruzes/SP.
UNIV. BRAZ CUBAS: Qual foi a necessidade que você viu no mercado quando começou a escrever a respeito do e-commerce e assim tornando-se um gerente de e-commerce?
Luiz Dias: Costumo dizer que não escolhi trabalhar com e-commerce e sim, o e-commerce me escolheu. Diretor de criação por formação, fui contratado como tal para assumir essa posição na loja virtual Gimba.com em 2006, onde tive a oportunidade de através do Design, Arquitetura da Informação e Usabilidade apresentar resultados tangíveis quando falamos de varejo: o lucro. Rapidamente me apaixonei pelo varejo online e tive a felicidade de ao ser incentivado pelos meus gerentes e já em 2007 assumir outras responsabilidades, construindo uma visão mais abrangente do que o comércio eletrônico apresenta e representa no mercado. Quando o Gimba.com lançou sua nova loja virtual em 2008, projeto que tive o privilégio de liderar, foram apresentadas novas ferramentas que aproximavam o cliente da compra, bem como conceitos inovadores para à época. Assim, fui convidado para escrever sobre esses cases em revistas digitais da envergadura do Webinsider e iMasters e também no mesmo período fui palestrante do IQPC E-Commerce Marketing em São Paulo/SP, ao lado de outros grandes cases online tais como Sacks, Marisa, Mercado Livre, Webmotors, entre outros. Tendo contato com profissionais de mercado de tanto renome, aprendi muito, o que me incentivou a estudar ainda mais, seja em doutrina escrita, virtual, cursos ou treinamentos. Ao ter contato com profissionais de marketing tradicional ou que nunca tiveram contato com lojas virtuais, percebi que o conteúdo que eu estava construído merecia ser compartilhado. Sem nenhuma intenção ou pretensão de doutrinar e sim compartilhar conhecimento. Uma forma de retribuir o tanto que aprendi.
UNIV. BRAZ CUBAS: Você acha que os responsáveis pela área de Marketing de pequenas e grandes empresas vêem dificuldades em usar o marketing digital?
Luiz Dias: Tenho certeza que sim. Não se trata meramente de conhecer os conceitos e as práticas do marketing tradicional e aplicar no meio digital. É um canal completamente diferente e deve ser tratado como tal. Não é um canal melhor ou pior. Apenas deve ser estudado e aplicado de acordo com suas métricas, peculiaridades e ter os seus próprios indicadores a serem perseguidos. O grande desafio hoje, é levar conhecimento, para gerar convencimento aos grandes executivos das grandes corporações. É importante fazê-los entender que a internet e as redes sociais não são uma moda passageira. E caso sejam, o comportamento do consumidor mudou e isso sim é definitivo. A tendência de colaboração dos consumidores com as marcas e entre si, bem como a geração de conteúdo a partir dos clientes só tende a aumentar.
UNIV. BRAZ CUBAS: Em relação a venda de artigos esportivos, qual a sua visão a respeito do crescimento por esse segmento?
Luiz Dias: A economia do país está aquecida e vem crescendo cerca de 7% ao ano. O e-commerce vem apresentando um incremento percentual na casa 30% no último ano. O marketing esportivo brasileiro está cada vez mais profissionalizado, como já notamos nos principais clubes de futebol e essa tendência tende a transbordar gradualmente para outros esportes. Teremos no país uma Copa do Mundo e uma Olimpíada nos próximos 5 anos. Só há espaço para otimismo para o consumo de artigos esportivos no país através das lojas virtuais.
UNIV. BRAZ CUBAS: Quais os benefícios que as Mídias Sociais oferecem para as empresas? Que rede social você considera a mais importante atualmente para se utilizar como divulgação do comércio eletrônico?
Luiz Dias: Como já foi dito, as Mídias Sociais em um sentido amplo, dão ao consumidor mais do que opção. Hoje, 25% do conteúdo das grandes marcas que estão indexados na internet são gerados pelos próprios consumidores. Desta forma, as Mídias Sociais são fatores indispensáveis para quem quer realizar uma boa negociação. Atualmente é inimaginável comprar um carro, um instrumento musical, um apartamento ou fazer uma viagem e alguma parte do processo de decisão não passar pela internet e pelas Mídias Sociais. Desta forma, o que os consumidores encontrarem à respeito das marcas, produtos e serviços na internet, tem caráter fundamental.
De todo modo, seria um erro dizer que uma rede social que é mais importante em detrimento de outra. O que vejo algumas empresas fazendo é dar o nome de imersão em Mídias Sociais, meramente criando um perfil no Twitter, no Orkut, no Facebook. É preciso fazer mais do que isso. O mínimo que precisa ser feito é dar um sentido de utilidade, de aproximação e de humanização da empresa com o seu consumidor. O nome da Rede Social, pouco importa. O que importa é a forma como as empresas a disponibilizam e a relação que os seus clientes têm com ela e como essa ação pode gerar lucro, qualidade de atendimento e satisfação subjetiva.
UNIV. BRAZ CUBAS: Atualmente as empresas estão se mostrando maduras diante do mercado quando se refere ao e-commerce?
Luiz Dias: Algumas sim. Temos grandes players como Americanas, Submarino, Netshoes, Magazine Luiza, Livraria Saraiva, Wallmart, Extra, Ponto Frio, Carrefour entre outros tantos fazendo um trabalho notável. Contudo, alguns grandes e médios varejistas do mundo físico já estão se estruturando para entrar com força máxima com suas lojas virtuais e a sempre interessante possibilidade de surgir um novo varejo que opere apenas na internet. Os varejistas de menor porte também entenderam que a internet pode torná-los competitivos. Sendo assim por mais que ao longo desses cerca de 10 anos de E-Commerce no Brasil já haja uma estrutura de razoável para boa, o espaço para o crescimento dos players atuais e os que estão por vir ainda é muito grande. Há um dado que atesta que 15 milhões de pessoas já realizaram ao menos uma compra online no Brasil. 17 milhões de pessoas que nunca compraram em uma loja virtual, já fizeram pelo menos uma operação bancária através do seu Internet Banking. Um número que por si só já redefine o mercado. Aposto que há espaço para todos que fazem um trabalho sério e competente.
UNIV. BRAZ CUBAS: Qual o primeiro passo para que minha marca se torne conhecida no mundo da internet?
Luiz Dias: Ter presença online. Quem não é visto, não é encontrado. Quem não é encontrado, não é clicado. Quem não é clicado, não é comprado. Seria leviano dar uma receita de bolo, porque cada business tem sua particularidade. Mas em linhas gerais e para não ficar sem dar uma resposta, uma presença consistente nos principais mecanismos de busca bem como nos principais comparadores de preço, somado a uma base opt-in, de preferência segmentada para envios de um e-Mail Marketing relevante, é um excelente início.
UNIV. BRAZ CUBAS: Na visão de gerente de e-commerce qual a importância do e-mail Marketing para as empresas do comércio eletrônico?
Luiz Dias: Eu diria que é imprescindível. Ações de e-Mail Marketing que sejam de fato relevantes, que sejam persuasivas, enviadas por uma ferramenta de disparo profissional, respeitando as regras de boas práticas, com uma base ativa e opt-in, uma recorrência assistida e inteligente, tende atingir a participação entre 15% e 25% da receita total de uma loja virtual.
UNIV. BRAZ CUBAS: Todas as entrevistas acabam com a mesma pergunta. Para quem está começando a trabalhar com e-commerce, qual o recado que você deixa?
Luiz Dias: Hoje para quem quer trabalhar com algo tão desafiante quanto prazeroso, o e-commerce se apresenta como uma opção incrível. Não há espaço para carência e acomodação, e sim, compromisso com o resultado e estar sempre estudando todas as tendências. O que é verdade hoje, não necessariamente será verdade amanhã. Com muito estudo e fundamentalmente trabalho, dedicação e experiência, há muito espaço para crescimento e desenvolvimento profissional no comércio eletrônico. As oportunidades sempre surgem para quem estuda e se dedica com foco, persistência e, claro, transformando todos esses predicados em número para apresentar às empresas.
1) Qual foi a necessidade que você viu no mercado quando começou a escrever a respeito do e-commerce e assim tornando-se um gerente de e-commerce?
Costumo dizer que não escolhi trabalhar com e-commerce e sim, o e-commerce me escolheu. Diretor de criação por formação, fui contratado como tal para assumir essa posição na loja virtual Gimba.com em 2006, onde tive a oportunidade de através do Design, Arquitetura da Informação e Usabilidade apresentar resultados tangíveis quando falamos de varejo, o lucro. Rapidamente me apaixonei pelo varejo online e tive a felicidade de ao ser incentivado pelos meus gerentes, e já em 2007 assumir outras responsabilidades, construindo uma visão mais abrangente do que o comércio eletrônico apresenta e representa no mercado. Quando o Gimba.com lançou sua nova loja virtual em 2008, projeto que tive o privilégio de liderar, foram apresentadas novas ferramentas que aproximavam o cliente da compra, bem como conceitos inovadores para à época. Assim, fui convidado para escrever sobre esses cases em revistas digitais da envergadura do Webinsider e iMasters e também no mesmo período fui palestrante do IQPC E-Commerce Marketing em São Paulo/SP, ao lado de outros grandes cases online tais como Sacks, Marisa, Mercado Livre, Webmotors, entre outros. Tendo contato com profissionais de mercado de tanto renome, aprendi muito, o que me incentivou a estudar ainda mais, seja em doutrina escrita, virtual, cursos ou treinamentos. Ao ter contato com profissionais de marketing tradicional ou que nunca tiveram contato com lojas virtuais, percebi que o conteúdo que eu estava construído merecia ser compartilhado. Sem nenhuma intenção ou pretensão de doutrinar e sim compartilhar conhecimento. Uma forma de retribuir o tanto que aprendi.
2) Você acha que os responsáveis pela área de Marketing de pequenas e grandes empresas vêem dificuldades em usar o marketing digital?
Tenho certeza que sim. Não se trata meramente de aplicar os conceitos do marketing tradicional e aplicar no digital. É um canal completamente diferente e deve ser tratado como tal. Não é um canal melhor ou pior. Apenas deve ser estudado e aplicado de acordo com suas métricas, peculiaridades e ter os seus próprios indicadores a serem perseguidos. O grande desafio hoje, é levar conhecimento, para gerar convencimento aos grandes executivos das grandes corporações. É importante fazê-los entender que a internet e as redes sociais não são uma moda passageira. E caso sejam, o comportamento do consumidor mudou e isso sim é definitivo. A tendência de colaboração dos consumidores com as marcas e entre si, bem como a geração de conteúdo a partir dos clientes só tende a aumentar.
3) Em relação a venda de artigos esportivos, qual a sua visão a respeito do crescimento por esse segmento?
A economia do país está aquecida e vem crescendo cerca de 7% ao ano. O e-commerce vem apresentando um incremento percentual na casa 30% no último ano. O marketing esportivo brasileiro está cada vez mais profissionalizado, como já notamos nos principais clubes de futebol e essa tendência tende a transbordar gradualmente para outros esportes. Teremos no país uma Copa do Mundo e uma Olimpíada nos próximos 5 anos. Só há espaço para otimismo para o consumo de artigos esportivos no país através das lojas virtuais.
4) Quais os benefícios que as Mídias Sociais oferecem para as empresas? Que rede social você considera a mais importante atualmente para se utilizar como divulgação do comércio eletrônico?
Como já foi dito, as Mídias Sociais em um sentido amplo, dão ao consumidor mais do que opção. Hoje, 25% do conteúdo das grandes marcas que estão indexados na internet, são gerados pelos próprios consumidores. Desta forma, as Mídias Sociais são fatores indispensáveis para quem quer realizar uma boa negociação. Atualmente é inimaginável comprar um carro, um instrumento musical, um apartamento ou fazer uma viagem e alguma parte do processo de decisão não passar pela internet e pelas Mídias Sociais. Desta forma, o que os consumidores encontrarem à respeito das marcas, produtos e serviços na internet, tem caráter fundamental.
Seria um erro dizer que uma rede social que é mais importante em detrimento de outra por definição. O que vejo algumas empresas fazer é dar o nome de imersão em Mídias Sociais, meramente criando um perfil no Twitter, no Orkut, no Facebook. É preciso fazer mais do que isso. O mínimo que precisa ser feito é dar um sentido de utilidade, de aproximação e de humanização da empresa com o seu consumidor. O nome da Rede Social, pouco importa. O que importa é a forma como as empresas a disponibilizam e a relação que os seus clientes têm com ela e como essa ação pode gerar lucro, qualidade de atendimento e satisfação subjetiva.
5) Atualmente as empresas estão se mostrando maduras diante do mercado quando se refere ao e-commerce?
Algumas sim. Temos grandes players como Americanas, Submarino, Netshoes, Magazine Luiza, Livraria Saraiva, Wallmart, Extra, Ponto Frio, Carrefour entre outros tantos fazendo um trabalho notável. Contudo, alguns grandes e médios varejistas do mundo físico já estão se estruturando para entrar com força máxima com suas lojas virtuais e a sempre interessante possibilidade de surgir um novo varejo que opere apenas na internet. Os varejistas de menor porte também entenderam que a internet pode torná-los competitivos. Sendo assim por mais que ao longo desses cerca de 10 anos de E-Commerce no Brasil já haja uma estrutura de razoável para boa, o espaço para o crescimento dos players atuais e os que estão por vir ainda é muito grande. Há um dado que mostra 15 milhões de pessoas já realizaram ao menos uma compra online no Brasil. 17 milhões de pessoas que nunca compraram em uma loja virtual, já fizeram pelo menos uma operação bancária através do seu Internet Banking. Um número que por si só já redefine o mercado. Aposto que há espaço para todos que fazem um trabalho sério e competente.
6) Qual o primeiro passo para que minha marca se torne conhecida no mundo da internet?
Ter presença online. Quem não é visto, não é encontrado. Quem não é encontrado, não é clicado. Quem não é clicado, não é comprado. Seria leviano dar uma receita de bolo, porque cada business tem sua particularidade. Mas em linhas gerais e para não ficar sem dar uma resposta, uma presença consistente nos principais mecanismos de busca bem como nos principais comparadores de preço, somado a uma base opt-in, de preferência segmentada para envios de um e-Mail Marketing relevante, é um excelente início.
7) Na visão de gerente de e-commerce qual a importância do e-mail Marketing para as empresas do comércio eletrônico?
Eu diria que é imprescindível. Ações de e-Mail Marketing que sejam de fato relevantes, que sejam persuasivas, enviadas por uma ferramenta de disparo profissional, respeitando as regras de boas práticas, com uma base ativa e opt-in, uma recorrência assistida e inteligente, tende atingir a participação entre 15% e 25% da receita total de uma loja virtual.

Todas as entrevistas acabam com a mesma pergunta. Para quem está começando a trabalhar com e-commerce, qual o recado que você deixa?
Hoje para quem quer trabalhar com algo tão desafiante quanto prazeroso, o e-commerce se apresenta como uma opção incrível. Não há espaço para carência e acomodação, e sim, compromisso com o resultado e estar sempre estudando todas as tendências. O que é verdade hoje, não necessariamente será verdade amanhã. Com muito estudo e fundamentalmente trabalho, dedicação e experiência, há muito espaço para crescimento e desenvolvimento profissional no comércio eletrônico. As oportunidades sempre surgem para quem estuda e se dedica com foco, persistência e, claro, transformando todos esses predicados em número para apresentar às empres